Apoie o DCM

Criminosos que chocaram o Brasil já planejam vida fora da prisão

Francisco de Assis, conhecido como “Maníaco do Parque”. Foto: reprodução

A proximidade da liberdade de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, reacende o debate sobre a reintegração de autores de crimes bárbaros no Brasil. Condenado a 280 anos de prisão por 11 assassinatos, ele deixará o sistema prisional em 2028, após cumprir os 30 anos máximos previstos na legislação anterior ao Pacote Anticrime. Francisco já declarou querer mudar de nome ao sair da Penitenciária de Iaras (SP), onde vive com outros estupradores.

Outros nomes conhecidos por crimes de grande repercussão também estão em diferentes etapas de reintegração. Suzane von Richthofen, condenada por participar do assassinato dos pais, vive em liberdade no interior paulista, sob novo nome, é casada, tem um filho e cursa Direito. Já Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o marido, trabalha como motorista de aplicativo em Franca (SP), usando disfarces para evitar ser reconhecida.

Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel em 2008, ainda cumpre pena em Tremembé (SP), mas acumula reduções por bom comportamento e estudos. Já Tiago Henrique Gomes da Rocha, o Maníaco de Goiânia, cumpre quase 700 anos de pena por ao menos 35 assassinatos, mas poderá deixar a prisão em 2044, também por conta do limite de 30 anos vigente à época dos crimes.

A legislação penal brasileira passou a permitir penas de até 40 anos após 2019, mas a nova regra não atinge esses casos. O cenário levanta questionamentos sobre os limites da ressocialização e os riscos à sociedade. Mesmo diante da brutalidade dos crimes, muitos desses condenados já possuem datas marcadas para retomarem a liberdade.