Postura de Stabile na crise financeira gera incomodo no elenco do Corinthians

A postura do presidente Osmar Stabile diante da crise financeira do Corinthians tem causado incômodo entre jogadores e profissionais do CT Joaquim Grava. Parte do elenco deixou de confiar nas promessas de regularização dos pagamentos, especialmente porque os atrasos atingem com mais força funcionários e atletas que recebem menos do que as principais estrelas do grupo.
Marcelo Paz, executivo de futebol, recebeu as principais cobranças e tenta administrar a insatisfação, além de reduzir a exposição de Stabile diante dos jogadores. Fernando Diniz também busca evitar que as pendências fora de campo afetem o desempenho da equipe e tem usado o apoio da torcida como estímulo para o elenco. A insatisfação ficou evidente na visita de torcidas organizadas ao CT, em 18 de setembro.
O Corinthians deve dois meses de direitos de imagem e premiações, em valor próximo de R$ 25 milhões com jogadores e integrantes da comissão técnica. O clube atrasou quatro folhas salariais desde abril, embora tenha quitado esses vencimentos posteriormente. Os salários de setembro vencem nesta quarta-feira (7), enquanto o caixa enfrenta restrições: o balancete de julho apontou R$ 8,9 milhões disponíveis, déficit acumulado de R$ 278,7 milhões e R$ 390 milhões em empréstimos e financiamentos. Stabile afirmou que mantém contato com os atletas e vê um ambiente positivo e jogadores motivados.
