Cristovam Buarque avalia deixar a vida pública
De Daniel Weterman do Estadão Conteúdo no site da Exame.
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) avalia deixar a vida pública. O parlamentar tinha intenção de sair candidato ao Planalto nas próximas eleições, mas foi preterido no seu partido por uma aliança com o PSDB, cujo pré-candidato é o governador paulista Geraldo Alckmin.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Cristovam, que já foi governador do Distrito Federal, ministro da Educação e candidato à Presidência, disse que pode também tentar a reeleição. Ele termina em 2018 seu segundo mandato no Senado, mas adverte que o País caminha para uma eleição “irracional” e que há outras formas de fazer política, fora dos cargos eletivos.
Ele faz críticas a Geraldo Alckmin, com quem o partido começou conversas para uma coligação.
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Estadão/Broadcast: Qual é sua definição para as eleições deste ano?
Cristovam Buarque: Eu tentei ser candidato a presidente pelo PPS, mas o presidente Roberto Freire não quer ter candidato próprio. Ontem, no congresso nacional do partido, foi aprovada uma indicação de diálogo com o Alckmin para tentar uma candidatura de centro que evite os extremos chegarem ao segundo turno, no caso o Ciro e o Bolsonaro. Mas o PPS não quer apoiar o Alckmin se ele não demonstrar que o seu programa, além de ser centro, traz esperanças novas para o Brasil. Qual é a proposta dele para a educação nacional? Eu pessoalmente temo que o Alckmin tenha uma visão muito paulista do Brasil.
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Estadão/Broadcast: O senhor então vai tentar o Senado novamente?
Cristovam: Se eu for candidato, é ao Senado. Mas hoje eu estou refletindo se neste quadro que está aí se justifica ou não ser candidato. Por um lado, não ser candidato neste clima, sobretudo nos próximos quatro anos, pode ser entendido como um descuido com o País, que precisa de quadros com experiência. Por outro lado, tenho dúvidas se vamos ser capazes de pôr racionalidade no processo da campanha e no processo político depois. A política ficou muito irracional.
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