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Crivella nega verba e casa de cultura afro no Rio fecha as portas

Do BuzzFeed:

Inaugurada em novembro de 2015 com um investimento de R$ 2,5 milhões da Prefeitura do Rio, a Casa do Jongo no Morro da Serrinha, em Madureira, fechou as portas esta semana por falta de verba.

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“Em um ano de governo, a secretária de Cultura [Nilcemar Nogueira] nunca nos recebeu”, disse uma das diretoras da Casa do Jongo, Lazir Sinval.

Lazir é sobrinha de Tia Maria, que no dia 30 de dezembro completou 97 anos. Ela é a jongueira mais velha da Serrinha. O jongo é um ritmo que veio da África com os escravos e é uma das origens do samba.

O imóvel ocupado pelos jongueiros é da prefeitura, concedido a elas por 12 anos. Apesar de a Casa do Jongo da Serrinha ter sido inaugurada apenas em 2015, na gestão de Eduardo Paes (PMDB), o trabalho da entidade existe há mais de 50 anos para a preservação das tradições.

Em 2005, o Jongo da Serrinha passou a ser considerado Patrimônio Imaterial do Sudeste pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional).

Há quase 20 anos a Prefeitura do Rio vinha mantendo vínculo de patrocínio para o Jongo da Serrinha. Com a inauguração da Casa do Jongo, as despesas passaram a ser de R$ 400 mil ao ano, atendendo cerca de 400 alunos, entre crianças e adultos, em diversas atividades.

No ano passado, a situação se deteriorou. Segundo a prefeitura, a casa de cultura africana não faz parte da rede mantida pela administração, mas foi beneficiada por recursos da lei de captação de recursos do ISS (Imposto sobre Serviços) em 2017.