Cruzeiro contratado para a COP30 é proibido de receber 20 delegações; entenda

Um dos dois navios contratados pelo governo federal para hospedar participantes da COP30 em Belém, o Costa Diadema, restringirá reservas de cabines para 20 delegações estrangeiras devido a regulamentações internacionais. A Costa Cruzeiros, pertencente ao grupo estadunidense Carnival Corporation & plc, segue normas que vetam países sem relações diplomáticas com os Estados Unidos.
Entre as nações afetadas estão Cuba, Venezuela, Irã, Coreia do Norte e 11 países africanos como Somália e Sudão. A Secretaria Extraordinária da COP30 destacou em nota que a limitação “não decorre de decisão do governo brasileiro ou da Embratur”, mas de exigências legais internacionais.
O planejamento do evento inclui múltiplas opções: o segundo navio (MSC Seaview) não possui tais restrições, além de hotéis e imóveis cadastrados na plataforma oficial. “Todas as delegações têm garantida sua acomodação”, afirmou a organização.
O governo federal investiu R$ 259 milhões em garantias para as 3.900 cabines disponíveis nos cruzeiros, que ficarão atracados no Terminal Portuário de Outeiro. A contratação foi intermediada pela operadora Qualitours, cujo site detalha as regras de restrição e confirma que a medida é inevitável devido à sede norte-americana da Carnival Corporation.
