Cruzeiros começam a proibir patinhos de borracha a bordo; entenda

O que começou em 2019 como uma simples diversão de uma menina americana em um cruzeiro pelo Caribe se transformou em uma mania global entre passageiros de navios. Em vez de levar apenas um brinquedo, ela embarcou com 50 patinhos de borracha idênticos, que foram escondidos em diferentes locais da embarcação, acompanhados de bilhetes que pediam contato de quem os encontrasse.
A brincadeira cresceu tanto que, seis anos depois, mobiliza dezenas de milhares de adeptos e levou empresas a impor restrições. A prática, inspirada em uma espécie de “mensagem na garrafa”, virou uma caça ao tesouro moderna. Passageiros escondem os patinhos em locais inusitados, convidando quem os encontrar a escondê-los novamente.
Porém, o crescimento do jogo trouxe consequências. Algumas pessoas passaram a retirar painéis, mexer em móveis e até danificar espaços internos dos navios para esconder os brinquedos. A Disney Cruise Line foi uma das primeiras a reagir, anunciando o confisco de patinhos deixados em áreas consideradas impróprias.
A Royal Caribbean, onde a brincadeira teve origem, também endureceu as regras. A companhia proibiu esconder patinhos nos jardins internos dos navios Oasis of the Seas e Icon of the Seas, conhecidos como “Central Park”, após constatar que as plantas estavam sendo pisoteadas. A proibição se estendeu a piscinas, banheiras de hidromassagem, prateleiras de lojas e até botes salva-vidas. Ao mesmo tempo, empresas como a Carnival tentam capitalizar a tendência, anunciando que seus navios continuam sendo “zonas livres para patinhos”.