CUP, partido de esquerda pequeno no parlamento, mas gigante nas ruas da Catalunha

Um pequeno partido de extrema-esquerda tem um papel-chave nas aspirações separatistas catalãs: a CUP, que reivindica a proclamação imediata da República da Catalunha e promove uma campanha de “desobediência em massa”.
Diante da ameaça do governo central espanhol de intervir na autonomia da Catalunha, a Candidatura de Unidade Popular (CUP) recorreu à sua arma favorita: a mobilização nas ruas.
Essa legenda anticapitalista e separatista convocou protestos, a partir de quinta-feira 19, diante das sedes do Poder Central na Catalunha com o lema “Paremos a repressão, liberdade para os presos políticos”, em referência a dois dirigentes independentistas em prisão preventiva por motim.
Uma porta-voz do grupo jovem Arran, ligado à CUP, Mar Ampurdanès, também fez um apelo “pela desobediência pacífica em massa”. A CUP exigiu do presidente regional, Carles Puigdemont, que proclame a República catalã imediatamente, depois que este se limitou a “assumir a autoridade” para fazê-lo, diante do Parlamento regional.
Com seus dez deputados, esse partido nanico tem um peso enorme: é fundamental para que os separatistas mantenham sua maioria (72 de 135).
“Mediação e negociação com quem? Com um Estado espanhol que continua nos ameaçando e nos perseguindo?”, questionou a porta-voz da CUP, Anna Gabriel, depois de Puigdemont ter pedido que a independência fosse suspensa a favor do diálogo.
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