Cúpula da Globo sabia do vídeo de Waack e nota estava pronta, diz fonte de dentro da emissora ao DCM

Uma fonte do DCM de dentro da Globo, que ocupou posições de chefia, conta que a direção da emissora sabia do vídeo de William Waack.
A piada racista foi registrada por um operador de VT naquela noite em Washington há um ano. As imagens chegaram até a chefia e aos donos.
O vídeo acabou vazando para grupos de colunistas de TV no WhatsApp. Na manhã de quarta, 8, foi postado no Twitter por Jorge Tadeu, jornalista e roteirista.
Segundo o diretor ouvido pelo DCM, a emissora “não sabia o que fazer com ele”. Waack, que já era difícil, estaria “incontrolável”.
Na tela, isso transparecia em seus rompantes com os convidados. Teve problemas com Lilian Wite Fibe, Ana Paula Padrão e lhe é atribuída a remoção de Chistiane Pelajo do Jornal da Globo.
Em 2007, trocou socos com Erick Brêtas, então editor chefe do JG.
A nota da Globo, que saiu na mesma noite do escândalo, estava pronta e carimba Waack como racista ao dizer, de cara, que a empresa “é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante”.
Por que a Globo agiu assim ao invés de, simplesmente, chamar WW numa sala e demiti-lo? Porque “sairia mais caro”.
No final das contas, foi como no romance policial “Assassinato no Oriente Express”, de Agatha Christie, em que todos os passageiros esfaqueiam a vítima (desculpe o spoiler).
Mas a mão grande é dos irmãos Marinho.
