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Idosos, trisal e prêmio nos EUA: curta brasileiro vence festival LGBTQ+

Luiz Ulian com prêmio de Melhor Curta de Ficção no Frameline
Personagens do curta-metragem brasileiro “Morfeu & Caronte”. Foto: Reprodução

O curta-metragem brasileiro “Morfeu & Caronte”, sobre três idosos que vivem um trisal, venceu a categoria Melhor Curta de Ficção na 50ª edição do Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco, o Frameline, nos Estados Unidos. A produção independente teve direção de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. e usou recursos da Lei Paulo Gustavo em Bauru, no interior de São Paulo. Com informações do G1.

Em entrevista, Ulian contou que acompanhou a competição presencialmente e soube, no momento do anúncio, que o júri escolheu o curta por unanimidade. “Essa coisa da unanimidade é doido demais. Simplesmente boquiaberto, eu só soube disso através do próprio discurso, na hora do anúncio […] É uma surpresa, uma honra, um orgulho sem tamanho. Fizemos um filme sem pretensões gigantescas, e é fantástico até onde ele já chegou”, disse.

O anúncio ocorreu no sábado (27), na véspera do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. Para Ulian, a conquista ganhou peso por envolver “um filme brasileiro, de baixo orçamento, sobre três idosos gays”. Segundo ele, o Teatro Castro, em São Francisco, reuniu muitos homens gays com mais de 60 anos durante a exibição, e parte do público procurou a equipe depois da sessão para comentar a experiência.

Na trama, Zito, interpretado por Bayard Tonelli, recebe diagnóstico de demência e revisita memórias ao lado de seus dois amores, Morfeu, vivido por Marco Canonici, e Caronte, interpretado por Tony Reis. Jocimar Dias Jr. afirmou que este é o primeiro projeto premiado da dupla e disse que a premiação superou as expectativas, já que a seleção para o festival já tinha sido motivo de comemoração.