Dá para acreditar? As previsões erradas de Baba Vanga

O nome de Baba Vanga volta a circular com força nas redes sociais a cada virada de ano, quase sempre associado a previsões catastróficas ou eventos históricos marcantes. Atentados, guerras e colapsos globais costumam ser atribuídos à mística búlgara, morta em 1996, o que alimenta a ideia de que ela teria enxergado o futuro. A repetição dessas narrativas, porém, levanta dúvidas sobre sua veracidade.
Um ponto central é a ausência de registros diretos. Baba Vanga nunca escreveu livros nem deixou documentos próprios. Analfabeta, tudo o que se conhece sobre suas supostas profecias foi registrado por terceiros, em geral familiares ou seguidores, muitos anos depois. Não existe um conjunto oficial ou verificável de previsões, o que abre espaço para interpretações vagas, versões conflitantes e atribuições feitas após os acontecimentos.
Entre os erros mais citados está a previsão de uma Terceira Guerra Mundial entre 2010 e 2014, que nunca ocorreu. Também não se cumpriram relatos sobre uma final da Copa de 1994 entre duas seleções com a letra B, nem a afirmação de que o 45º presidente dos Estados Unidos seria o último do país, em referência a Donald Trump. Previsões atribuídas a 2023, como explosões nucleares, mudanças na órbita da Terra e o fim das gestações naturais, também falharam.
Reportagem do Washington Post apontou que muitas dessas profecias surgiram em fóruns conspiracionistas, sem base documental. Especialistas destacam ainda o uso de linguagem ambígua, semelhante à de outros videntes famosos, o que facilita associações retrospectivas.
