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Da prefeitura às ruas: a cidade que virou a capital do cachorro-quente

Cachorro quente de metro em Osasco. Foto: Reprodução

A associação de Osasco ao título de capital do cachorro-quente se consolidou ao longo das últimas décadas, com a expansão dos carrinhos nas ruas e a popularização do lanche na cidade. Registros apontam a presença do produto desde os anos 1960, quando vendedores começaram a atuar na região central. A partir dos anos 1980, o aumento do desemprego levou mais trabalhadores a adotar a venda de cachorro-quente como fonte de renda, ampliando a oferta em áreas próximas à estação de trem e em bairros movimentados.

Nos anos 1990 e 2000, o lanche já fazia parte do cotidiano da população, tanto como opção de alimentação barata quanto como atividade econômica. O número de carrinhos cresceu e se espalhou por diferentes regiões, com vendedores que chegaram a comercializar centenas de unidades por dia. Apesar da presença consolidada, a cidade ainda não era identificada nacionalmente pelo cachorro-quente nesse período.

A projeção ganhou força a partir de 2012, com a realização de concursos e eventos dedicados ao lanche, que passaram a atrair público e cobertura midiática. A partir desses episódios, o nome de Osasco passou a ser associado de forma recorrente ao cachorro-quente. Em 2023, o lanche foi reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do município, que atualmente reúne centenas de carrinhos regulamentados e mantém a tradição nas ruas como parte da dinâmica urbana local.

Conheça a história: