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De pinscher a gigante: como surgiu o dobermann e como cuidar da raça

Apesar da aparência imponente, os dobermanns são cães leais e afetuosos. Descubra como a raça foi criada e os principais cuidados com o pet

Os dobermanns têm fama de ferozes, mas especialistas afirmam que essa impressão é fruto do uso histórico da raça em funções militares e de segurança. Criados por volta de 1860 na Alemanha, esses cães surgiram do cruzamento entre o pinscher alemão e outras raças antigas, algumas já extintas, selecionadas por força, velocidade e instinto de guarda. Segundo o médico-veterinário Bruno Divino, os dobermanns herdaram “bravura, alerta natural, lealdade e coragem”, além do porte atlético que define seu visual imponente.

Apesar da aparência, o comportamento agressivo não faz parte da genética da raça, explica o especialista. A tendência à dominância aparece apenas quando há falta de socialização e treinamento adequados. Divino lembra que “a agressividade está mais ligada à criação e ao manejo do que ao DNA”, reforçando que cães bem educados são equilibrados, afetivos e sociáveis. O dobermann, no entanto, exige rotina de exercícios, espaço e estímulos diários para manter o bem-estar físico e mental.

Pela energia alta e inteligência acima da média, o dobermann precisa ser socializado desde filhote, com exposição a diferentes ambientes, pessoas e animais. O veterinário também destaca cuidados essenciais com saúde, já que a raça pode apresentar predisposição a doenças cardíacas, problemas na coluna, hipotireoidismo e torção gástrica. A aparência de orelhas em pé não é natural e deriva de cirurgia proibida no Brasil.

Para quem deseja ter um dobermann, Divino recomenda procurar criadores responsáveis e manter uma rotina de alimentação equilibrada com ração de qualidade, dividida ao longo do dia. Treinamento com reforço positivo é o mais indicado. Com manejo adequado, o dobermann se torna um cão afetuoso, protetor e extremamente leal.