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Décadas de fracasso: a maldição lançada contra o Racing, adversário do Flamengo

Torcedores do Racing em 1999, quando a falência do clube foi decretada. Foto: Divulgação

O Racing Club, adversário do Flamengo na semifinal da Libertadores, carrega uma lenda de maldição que tenta explicar décadas de infortúnios e derrotas. Após anos de glória, incluindo vitórias nacionais e a histórica conquista da Copa Intercontinental em 1967, o clube entrou em uma fase sombria marcada por fracassos.

A lenda conta que o Independiente, rival do Racing, teria lançado uma maldição sobre o clube em 1967, enterrando sete gatos mortos no Cilindro, estádio do Racing, com a ajuda de um vigia noturno. Seis foram colocados sob o gol e o sétimo em um local secreto. Após a cerimônia de maldição, o clube entrou em um ciclo de fracassos. A década de 1970 foi marcada por crises tanto esportivas quanto institucionais, e em 1983, o clube foi rebaixado para a segunda divisão.

Durante esse período, o Independiente conquistava títulos, incluindo a Copa Libertadores em quatro edições consecutivas. Por 35 anos, o Racing viveu uma era sem conquistas, até que, em 1998, a lenda da maldição voltou a ganhar força. O clube, desesperado, recorreu à fé com uma procissão de torcedores até o estádio, onde um padre celebrou uma missa e jogou água benta no campo.

A cerimônia de fé, embora simbólica, não trouxe resultados imediatos. O Racing entrou com pedido de falência no ano seguinte, mas a recuperação viria em 2000, quando o técnico Reinaldo “Mostaza” Merlo assumiu a equipe. Conhecido por seu apego a rituais, ele insistiu na busca do sétimo gato, que, segundo a lenda, foi finalmente encontrado durante uma reforma no estádio em 2001. Esse evento simbólico coincidiu com o fim de um jejum de 35 anos sem títulos, quando o Racing se consagrou campeão argentino naquele mesmo ano.