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Decreto de Trump cobra R$ 530 mil para visto e afasta brasileiros

O presidente americano, Donald Trump, assina decreto na Casa Branca, em Washington. Foto: Ken Cedeno/Reuters

Com um decreto assinado na última sexta (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alterou de forma drástica as regras do visto H-1B, usado por trabalhadores estrangeiros qualificados. A partir de agora, será cobrada uma taxa de US$ 100 mil (cerca de R$ 530 mil) para novas aplicações, valor que deverá ser pago pelos empregadores.

Até então, os custos giravam em torno de US$ 10 mil (R$ 53 mil), incluindo taxas administrativas e honorários de advogados. O H-1B, criado em 1990, é voltado a profissionais de áreas como tecnologia, engenharia, saúde e finanças e concede autorização de trabalho por três anos, renováveis por igual período.

Por sua alta procura, apenas 85 mil vagas são liberadas por sorteio anual. Em 2024, o Brasil registrou 2.641 aprovações, ficando em nono lugar entre os países que mais enviam talentos aos EUA. Com a nova taxa, advogados e consultorias afirmam que muitos brasileiros estão desistindo do processo e avaliando alternativas em outros países, como os Emirados Árabes Unidos, que oferecem visto de trabalho em até uma semana, e a China, que lançou o visto K para atrair profissionais das áreas de ciência e tecnologia.

Diante das mudanças, especialistas indicam opções como os vistos O-1 (para pessoas com habilidades extraordinárias), L-1 (para executivos de multinacionais), EB-2 NIW (que dá acesso direto ao green card por interesse nacional) e EB-1 (para profissionais de destaque e executivos internacionais). Outra alternativa é o IEP (International Entrepreneur Parole), que pode beneficiar empreendedores de startups.