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Como identificar golpes com IA, deepfakes e vozes clonadas

Ilustração sobre fraudes digitais
Imagem ilustrativa

Os golpes com inteligência artificial tornaram mais difícil reconhecer imagens, vídeos e vozes falsos. Relatório da Unico em parceria com a Liminal estima que o roubo de contas atingiu 6 milhões de vítimas em 2025, alta de 141% ante 2021. A injeção de imagens e vídeos manipulados correspondeu a 45,8% dos casos classificados no levantamento.

Falhas visuais antes associadas a conteúdos falsos, como dedos deformados, falta de piscadas e aparência artificial, perderam força como método de identificação. Rodolfo Avelino, professor do Insper e especialista em tecnologia, afirma que os modelos evoluíram para corrigir esses defeitos. Imagem borrada, diferenças entre voz e movimento da boca ou problemas quando a pessoa vira o rosto ainda podem levantar suspeita, mas não confirmam uma fraude isoladamente.

O principal alerta deve recair sobre pedidos inesperados de dinheiro, dados pessoais ou códigos de acesso, sobretudo quando há urgência emocional e pressão para impedir a checagem. Avelino recomenda encerrar a conversa e procurar a pessoa ou instituição por um canal independente. Em caso de PIX fraudulento, a vítima deve contestar a operação imediatamente junto ao banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução; também precisa trocar senhas, bloquear acessos comprometidos e guardar provas para registrar ocorrência.