Deepfake: Empresas escaneiam rosto de candidatos para barrar fraudes

Empresas passaram a adotar escaneamento facial, análise de e-mails, rastreamento de IP e inspeção do ambiente em videochamadas para confirmar a identidade de candidatos a vagas. A mudança ocorre diante do avanço de inscrições fraudulentas e do uso de deepfakes em entrevistas on-line.
Clientes da consultoria Gartner já identificaram pessoas que usaram imagens falsas para se passar por outras durante seleções por vídeo. Em um caso, o recrutador entrevistou um candidato e uma pessoa diferente se apresentou no primeiro dia de trabalho. Em outro, uma empresa descobriu que o funcionário remoto vivia em outro continente, e não na América do Norte, como havia declarado.
A Gartner estima que uma em cada quatro candidaturas recebidas por empresas será fraudulenta até 2028. Uma pesquisa da Checkr indicou que 23% das companhias americanas consultadas sofreram perdas acima de US$ 50 mil no último ano por fraudes em contratações, enquanto 10% relataram prejuízos superiores a US$ 100 mil. A Persona, plataforma de verificação de identidade, detecta sinais como e-mails recém-criados, fuso horário incompatível e uso de VPN para ocultar a localização do candidato.
