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Deepfakes usam famosos para espalhar apoios políticos falsos

Virginia Fonseca
Virginia Fonseca, Caetano Veloso e Ana Castela – Foto: Divulgação

Vídeos criados ou alterados por inteligência artificial têm usado a imagem e a voz de celebridades para espalhar declarações políticas falsas na reta final das eleições de 2026. Em uma das gravações, Virginia Fonseca supostamente apoia Flávio Bolsonaro (PL), mas a assessoria da influenciadora negou que ela tenha gravado ou publicado o conteúdo. Outro vídeo atribui a Caetano Veloso uma defesa da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Anitta, Ana Castela e Neymar também tiveram a imagem ou a voz associadas a conteúdos falsos sobre candidatos e posições políticas. Allison Lopes, especialista em inteligência artificial, recomenda que o público procure a suposta declaração nos perfis verificados da pessoa e em veículos de imprensa antes de compartilhar. “Se o vídeo circula apenas em aplicativos de mensagem ou em perfis anônimos, a chance de fraude é gigantesca”, afirma.

A Justiça Eleitoral proíbe deepfakes usados para beneficiar ou prejudicar candidatos, mesmo quando o material traz aviso de uso de inteligência artificial. Desde quinta-feira (01), 72 horas antes do primeiro turno, até 24 horas após o fim da votação, também vigora a proibição de publicar ou republicar novos conteúdos sintéticos com imagem, voz ou manifestação de candidatos e pessoas públicas. O advogado eleitoral Getúlio Immich Da Silva afirma que a remoção pode interromper a circulação e responsabilizar os envolvidos, mas não elimina a impressão deixada por um vídeo que já alcançou milhões de pessoas.