‘Defender direitos humanos é atividade de risco no Brasil’, diz coordenadora da Anistia Internacional
Reportagem de Roberta Jansen do Estadão Conteúdo no UOL.
O assassinato da vereadora Marielle Franco não foi um caso isolado. “Defender direitos humanos no Brasil é uma atividade de risco”, diz a coordenadora de pesquisas da Anistia Internacional Renata Neder.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, ela aponta os riscos desse tipo de crime à democracia e a importância de descobrir não só os executores, mas os mandantes para desmontar o esquema de violência contra defensores dos direitos humanos.
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Qual a situação desses crimes no País? Por que ainda ocorrem?
Defender direitos humanos no Brasil é uma atividade de risco. Sobre Marielle, antes de ser vereadora, ela era uma defensora de direitos humanos. Construiu sua trajetória na defesa de mulheres negras, dos direitos de moradores da favela à segurança pública.
Os crimes são investigados?
Esse é outro problema do Brasil. Mesmo quando o caso tem muita repercussão leva anos para ser julgado. E no caso de haver prisão, em geral é dos executores, de quem aperta o gatilho, mas não do mandante, o que, na prática, significa que o esquema de violência contra determinados grupos não é desmontado.
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