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Defesa de Bolsonaro admite que arma “sumida” está em loja no RS

Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Adriano Machado/Reuters

A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (07) que uma espingarda registrada em nome do ex-presidente e não localizada no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília está no Rio Grande do Sul. Os advogados afirmaram que o armamento, uma Maestro Arms Company calibre 12, foi um presente, permanece em uma loja em Caxias do Sul e nunca foi retirado. Inicialmente, a defesa havia dito que a arma também estava sob custódia da Força.

Os advogados sugeriram que o ministro Alexandre de Moraes oficie a empresa para confirmar a guarda da espingarda e organizar sua apresentação à Polícia Federal. Ao cassar o porte de arma de Bolsonaro, Moraes apontou dez armas registradas em nome do ex-presidente. Em resposta ao despacho, a defesa sustentou que oito estavam sob guarda do Exército e que outras duas já tinham sido entregues à PF em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União.

O Exército, no entanto, informou que tinha apenas seis armas de Bolsonaro, todas já repassadas à Polícia Federal. Das duas armas faltantes, uma é a espingarda que a defesa diz estar na importadora no Rio Grande do Sul. A outra seria a pistola apreendida durante uma blitz do bafômetro em Brasília, ocorrência que ameaçou a prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.