Defesa de Paulo Preto quer anular casos de contas de R$ 113 mi encontradas na Suíça
De Rubens Valente Reynaldo Turollo Jr. na Folha.
Em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira (22), a defesa de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como operador do PSDB em São Paulo, afirmou que espera a nulidade da investigação feita em São Paulo que apontou contas bancárias a ele atribuídas na Suíça. Em 2016, as quatro contas registraram saldo de R$ 113 milhões, segundo revelou uma decisão da Justiça Federal.
O relator da investigação sobre Preto e o senador José Serra (PSDB-SP) no STF é o ministro Gilmar Mendes. Na nota, a defesa não negou a propriedade dos valores no exterior nem explicou a origem dos recursos localizados pelas autoridades suíças.
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Em decisão de 17 de outubro passado, a juíza da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Maria Isabel do Prado, revelou que autoridades da Suíça procuraram o Brasil para informar que foram localizadas quatro contas da “sociedade Groupe Nantes”, uma firma offshore sediada no Panamá, no banco suíço Bordier & Cie, “das quais ele [Souza] é beneficiário econômico”. No dia 7 de junho de 2016, as quatro contas somaram, segundo a juíza, 25 milhões de francos suíços, equivalente a R$ 113 milhões na cotação da moeda na época da decisão da juíza, em outubro.
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A época da transferência da Suíça para as Bahamas coincide com a homologação, pelo STF, no dia 30 de janeiro do ano passado, das delações de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Alguns dos depoimentos levantaram acusações contra Paulo Preto sobre práticas de corrupção e caixa dois eleitoral em torno de obras no Estado de São Paulo. Souza foi diretor da Dersa, órgão estadual de rodovias, de 2007 a 2010. Segundo a decisão da juíza, as contas na Suíça foram abertas em 2007, quando Souza exercia o cargo público durante o mandato do então governador José Serra, também investigado no STF.
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