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Delator diz que Marin era quase um laranjão de Del Nero

Del Nero e o padrinho Marin

Do Lance

O depoimento desta sexta-feira dado pelo argentino Alejandro Burzaco, ex-CEO da empresa Torneos y Competencias, veio a calhar para a defesa de José Maria Marin, um dos réus no processo que tramita na Justiça dos Estados Unidos a respeito do esquema de recebimento de propina por parte de dirigentes do futebol sul-americano na negociação dos direitos de transmissão das competições do continentes.

Segundo Burzaco, que já admitiu culpa e colabora com a Justiça, Marco Polo Del Nero, que era vice na gestão Marin, era quem realmente tomava as decisões. O então presidente, por outro lado, “era encarregado dos discursos”, segundo o delator, que ainda classificou a dupla de cartolas como “irmãos siameses”, já que eram inseparáveis.

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A acusação de Burzaco durante a semana, no entanto, dá conta de que Marin e Del Nero negociaram juntos o recebimento de propina, herdando o esquema que já funcionava com Ricardo Teixeira. A diferença foi que Teixeira, segundo o delator, ganhava US$ 600 mil. E a dupla sucessora, que dividia a propina, passou a solicitar US$ 900 mil.

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PS:

Se investigar a fundo, a polícia vai descobrir que Del Nero lavou dinheiro da propina na construção de condomínios do Estado da Flórida.