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Delegada é suspeita de avisar o marido sobre B.O. da morte de gari; entenda

Renê da Silva Nogueira Júnior e Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. Foto: reprodução

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu confesso do assassinato de Laudemir de Souza Fernandes, utilizou o sistema da Polícia Civil de Minas Gerais para acompanhar as investigações horas antes da prisão do marido. A Corregedoria apurou que ela realizou 29 consultas ao sistema REDs no dia 11 de agosto, data do crime.

Segundo as investigações, Ana Paula acessou informações sobre o caso entre 10h e 13h20, buscando dados como a placa de seu próprio carro, utilizado por Renê no crime, além dos nomes do marido e da vítima. Às 14h37, ela enviou um print de matéria jornalística sobre o crime para Renê via WhatsApp, mantendo em seguida uma chamada de voz de sete minutos.

A Corregedoria sustenta que a delegada sabia ou ao menos suspeitava do crime, mas não cumpriu seu dever legal. Ela foi indiciada por prevaricação por retardar ato de ofício em interesse próprio. Ana Paula também responde por ser dona da arma utilizada no homicídio, podendo assinar acordo de não persecução penal nesta acusação.

A defesa da delegada, representada por Leonardo Avelar Guimarães, recusou-se a comentar o caso alegando segredo de Justiça. Ana Paula enfrentará julgamento administrativo e poderá perder o cargo se considerada culpada pelas acusações.