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Delegado diz que esposa de Rennan da Penha pode responder pelo crime de falsificação de documento

Foto: Reprodução

Do Extra:

O delegado titular da 22ª DP (Penha), Fabricio Oliveira Pereira, disse neste sábado que já há indícios suficientes para que a empresária e blogueira Lorena Vieira, de 20 anos, mulher do DJ Rennan da Penha, responda pelo crime de falsificação de documento. O crime tem pena prevista de dois a seis anos de reclusão e multa. Porém, o indiciamento ou não de Lorena só será decidido ao fim das investigações, que têm prazo de 30 dias para serem concluídas. Perícias do Instituto Félix Pacheco e do Detran indicaram que o documento de identidade usado pela empresária para sacar dinheiro numa agência do Banco Itaú na Penha, nesta quinta-feira, era falso.

A Polícia Civil investiga também a possibilidade de Lorena ter cometido crime de estelionato (obter vantagem ilícita induzindo ou mantendo alguém em erro), que tem pena de um a cinco anos de reclusão. Por outro lado, a 22ª DP também está investigando a denúncia de racismo feita por Lorena. Ela acusou funcionários do banco de terem desconfiado do volume de dinheiro em sua conta por ser negra.

Segundo o delegado, Lorena poderia ter sido presa em flagrante nesta sexta-feira, quando esteve na delegacia para registrar queixa de racismo. Porém, as respostas dos órgãos oficiais atestando que o documento apresentado pela empresária era falso só chegaram no fim do dia. Fabricio Oliveira disse que o Detran informou que não emitiu o documento apresentado e que a foto nele contido não existe em seu sistema. Informou ainda que o número da unidade do Detran que consta do RG apresentado no banco não existe.

— Em terceiro lugar, o Instituto Félix Pacheco disse que a digital que aparece na identidade não pertence a ela – contou o delegado.

Foto: Reprodução

Outros dados constantes documento, contudo, eram verdadeiros, e , por isso, ela foi liberada 12 minutos depois de chegar à delegacia. Neste sábado, Lorena Vieira não quis falar sobre o caso, tampouco o advogado que a acompanhou na delegacia.

O delegado disse ainda que não se sabe o motivo do uso de um documento falso com dados verdadeiros.

— As informações na cédula de identidade estavam corretas, tanto que ela foi liberada — disse ele, continuando: — O fato tomou uma proporção muito grande. Não temos a pretensão de concluir a investigação em um dia. Vamos prosseguir investigando também a denúncia dela de racismo. Estamos tratando o caso com toda a cautela necessária para realmente elucidarmos tudo o que aconteceu. Vamos ouvir funcionários do banco, policiais, agir com todo o cuidado possível para que haja uma apuração rigorosa sobre as acusações.

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