DEM já diz às claras que quer ficar com o espólio do PSDB

Da Folha
Com o PSDB em crise, membros do partido ligados ao senador Aécio Neves (MG) passaram a ser sondados pelo DEM, principal aliado no plano nacional, que tem tentado se expandir com insatisfeitos de outras legendas.
A iniciativa do Democratas é estratégica e visa preencher o espaço eleitoral dos tucanos, atualmente divididos, entre outras questões, sobre a permanência no governo Temer.
“Estamos tentando ocupar a lacuna deixada pelo PSDB, que está mais preocupado com questões internas”, diz o líder da bancada do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB).
Uma dessas lacunas é Minas Gerais, reduto de Aécio. Com a segunda maior população do país, o Estado é considerado por dirigentes do DEM como um dos locais onde o partido estava “morto”, devido à forte influência do senador sobre os partidos aliados.
A legenda se move em duas frentes sobre os mineiros. De um lado, a executiva nacional corteja deputados próximos ao senador e críticos ao atual presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE), como Paulo Abi-Ackel e Marcus Pestana.
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A outra frente é liderada pelo senador Ronaldo Caiado (GO), que age de forma mais independente da direção. Ele busca filiar o ex-presidente da Assembleia mineira Dinis Pinheiro (PP), pretenso candidato ao governo estadual que também fazia parte da base de Aécio Neves.
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