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“Demanda de refúgio”: hotéis do Rio lotam após massacre

Policiais armados em comunidade durante megaoperação no Rio. Foto: Jose Lucena/Estadão Conteúdo

Hotéis do Rio de Janeiro registraram um aumento inesperado na ocupação na noite de terça (28), em meio ao clima de medo e caos provocado pela megaoperação policial que deixou 132 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. Áreas comerciais como a zona sul e a Barra da Tijuca viram um movimento atípico, com pessoas buscando abrigo diante da dificuldade de circulação pela cidade.

Segundo Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, a capital fluminense viveu uma “demanda de refúgio”: “Os hotéis ficaram lotados. Muita gente que ia sair acabou não saindo, e pessoas que levariam horas para chegar em casa preferiram ficar hospedadas”, afirmou. O aumento repentino de hóspedes foi impulsionado pelo bloqueio de vias e pela insegurança nas zonas norte e central.

Lopes explicou que, embora não tenha havido cancelamentos de eventos ou reservas futuras, o impacto na imagem do Rio é inevitável. “Prejuízo à imagem da cidade? Sempre tem, as imagens já estão no mundo inteiro”, lamentou o dirigente.

Ele ainda disse que teve uma retração no turismo em breve caso a violência continue dominando as manchetes dos jornais.