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Depois de revelar detalhes de inquérito sobre Temer, Segovia culpou imprensa por vazamentos

Texto de Lilian Tahan do site Metrópoles.

Minutos depois de revelar, em entrevista à Reuters, na sexta-feira (9/2), que inquérito envolvendo o presidente Michel Temer (MDB) poderia ser arquivado por falta de provas, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, recebeu o Metrópoles em seu gabinete, na sede da PF. Na ocasião, fez críticas à imprensa por “vazamentos de investigações” correndo em sigilo.

Embora Fernando Segovia tivesse, momentos antes, comentado detalhes sobre o inquérito dos portos, indicando que Temer deve ser poupado, o diretor-geral da PF defendeu que a exposição de investigados e do conteúdo das apurações só ocorra depois de encerrado inquérito policial e após a Justiça decretar a quebra de sigilo. Mas, ao falar sobre um procedimento sigiloso cujo alvo é o presidente da República, o diretor da PF fez exatamente o contrário.

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O diretor-geral da PF atribuiu à imprensa a responsabilidade de expor investigados que, eventualmente, não tenham cometido crime. 

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Presidente Michel Temer, ministro Torquato Jardim, delegado Leandro Daiello na solenidade de Transmissão do Cargo de Diretor-Geral da
Polícia Federal ao Delegado Fernando Queiroz Segovia
Oliveira
Foto: Sérgio Lima/PODER 360