Depois do Senado, Câmara vai cortar os supersalários de 1 370 servidores
A Câmara deve cortar os supersalários de 1.370 servidores, entre ativos e inativos, já na folha salarial de outubro. Os funcionários terão abatidos os vencimentos até chegar o teto constitucional, que hoje está em R$ 28 mil. De acordo com a Diretoria-Geral da Casa, o valor pago irregularmente chega a R$ 78,5 milhões por ano. A decisão ocorreu no mesmo dia em que a Mesa Diretora do Senado também resolveu enquanto o salário dos servidores. No entanto, os senadores, no mesmo dia, recuaram e decidiram esperar recurso da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).
Antes de cortar os salários, a decisão deverá ser sacramentada em reunião da Mesa Diretora na próxima terça-feira (15). No entanto, a posição passada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), à Diretoria Geral é que a redução ao teto constitucional ocorra na folha deste mês, que começa a ser paga em 24 de outubro. Os servidores ativos custam R$ 34,8 milhões a mais por ano e os aposentados R$ 43,7 milhões.
Isso significa que 19% dos cerca de 3.500 servidores efetivos e ativos da Câmara estão em situação ilegal, fato já demonstrado por relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) há três anos. O número de funcionários com vencimentos irregulares é maior do que apontou auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2010. Na época, os auditores da corte de contas encontraram 1.111 servidores recebendo supersalários.
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