Como diferenciar Alzheimer de depressão? Entenda os principais sinais

Perda de interesse por atividades antes prazerosas, isolamento, irritabilidade e esquecimentos podem ser atribuídos ao envelhecimento, mas também indicam condições que exigem diagnóstico e tratamento, como depressão e Alzheimer. Na terceira idade, a depressão nem sempre provoca tristeza evidente e pode se manifestar com ansiedade, cansaço, queixas físicas, alterações no sono e no apetite e dificuldade de concentração.
Um estudo publicado em 2024, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde e 22.728 participantes, estimou que 11,8% dos brasileiros com 60 anos ou mais têm depressão. O quadro apareceu com maior frequência entre mulheres, especialmente aquelas com doenças crônicas. Quando os sintomas persistem por mais de duas semanas ou comprometem a rotina, a comunicação e a autonomia, a avaliação profissional se torna necessária.
O Alzheimer responde por cerca de 60% a 70% dos casos de demência, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além da perda de memória, a doença pode dificultar decisões, resolução de problemas, realização de tarefas habituais e compreensão de situações. Nem toda falha de memória, porém, indica Alzheimer: deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, medicamentos e a própria depressão também podem afetar a cognição. O Atlas da Doença de Alzheimer estima que até 80% dos casos de demência no Brasil permaneçam sem diagnóstico.
