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Depressão pós-parto também afeta pais; entenda

Médico obstetra Felipe Campanharo
Imagem ilustrativa

A depressão pós-parto também pode atingir pais. Conhecida como depressão perinatal paterna, a condição pode surgir durante a gestação da parceira ou até um ano após o nascimento do bebê, com maior ocorrência entre três e seis meses depois do parto. O Ministério da Saúde e a Unicef reconhecem o quadro, estimado em cerca de 10% dos pais.

Irritabilidade, cansaço persistente, ansiedade, alterações no sono, perda de prazer e dificuldade de atenção estão entre os sinais relatados por especialistas. O obstetra Felipe Campanharo afirmou que passou a se sentir “sempre muito irritado” e “eternamente cansado” depois do nascimento da primeira filha, em 2019, mas só recebeu o diagnóstico quando ela já tinha quase 2 anos.

Histórico de transtornos mentais, dificuldades financeiras, falta de planejamento familiar e uma gestação difícil podem elevar o risco. Especialistas apontam ainda que a depressão pós-parto materna é o principal fator associado ao quadro nos pais. A orientação é buscar ajuda profissional diante de sintomas por mais de 15 dias e fortalecer a rede de apoio da família.