Deputada Mara Gabrilli diz que sentiu vergonha de ser tucana

Na entrevista da deputada federal Mara Grabrilli, publicada na revista Veja, três pontos merecem destaque: ela disse que sentiu vergonha de ser do PSDB quando veio à tona a gravação de Joesley Batista com Aécio Neves.
“Talvez tenha sido ingênua, principalmente em relação ao Aécio”, disse.
Outro ponto de destaque na entrevista é a declaração que lhe teria sido feita pelo publicitário e operador de caixa 2 Marcos Valério. Ele disse que recebeu proposta de suborno para não entregar políticos do PSDB, para os quais trabalhou.
(Marcos Valério negocia com a polícia civil e a polícia federal um acordo de delação premiada, em que deve entregar o esquema do PSDB durante os governos de Eduardo Azeredo e Aécio Neves).
O terceiro ponto é sobre Lula. Mara afirmou acreditae na versão de que o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel ocorreu a mando do PT.
A deputada disse que entregou ao juiz Sergio Moro um dossiê sobre Ronan Maria Pinto, empresário acusado de participar da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel em 2002.
Para ela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser preso por envolvimento no caso. “Marcos Valério me disse que tem as provas que incriminam o ex-presidente”.
Isso é delírio.
O assassinato de Celso Daniel foi investigado duas vezes pela polícia civil de São Paulo, parte do governo do PSDB. Não apontou um elemento consistente — testemunha ou perícia — que sustente essa versão de queima de arquivo.
A conclusão do inquérito é que ocorreu um crime próprio da violência da cidade, sem nenhuma conotação política.
