Deputado assediado para mudar de partido: “uma cantada atrás da outra, igual mulher”

É grande o movimento para a troca de partido na Câmara dos Deputados, em razão do fundo partidário, dinheiro público que é dividido entre os partidos de acordo com o número de deputados federais. Um deles foi entrevista pela Folha de S. Paulo:
Sentado em uma das cadeiras do plenário da Câmara, Adalberto Cavalcanti (Avante-PE), 60, dá risadas quando é questionado sobre as “cifras” que estão sendo oferecidas aos parlamentares.
“Ela está me perguntando em cifras!”, reagiu rindo o deputado, olhando para um colega na fileira de trás. “Mas você acha que alguém que recebe proposta vai te dizer?”
A Folha apurou que ele é um dos assediados e espera posicionamento do seu partido, que se chamava PT do B. “Minha amiga, proposta e cantada é uma atrás da outra. É igual mulher. Todos têm proposta.”
Folha – O senhor recebeu proposta para sair?
Adalberto Cavalcanti – Me chamaram para ir para o PP, DEM, mas eu não vou. Partido é igual religião, Deus é um só. Tem um monte de partido, mas Deus é um só. Eu fui para o PMB e me lasquei. Uma decepção. Prometeram tudo….
Mas o que prometem agora?
Não prometeram nada, eu estou aguardando. A janela vai abrir, vamos ver. Qual deputado que não vai ver uma proposta? O fundo partidário é para isso. Por menor que seja o partido, ele vai ter fundo partidário.
