Deputados do PMDB devem votar contra Temer mesmo após punição
Do Uol:
A punição aplicada pelo PMDB contra os seis deputados do partido que votaram pelo prosseguimento da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer, em agosto, não foi suficiente para mudar a posição dos dissidentes.
Nesta quarta-feira (25), eles devem se juntar à oposição e votar outra vez contra o peemedebista no plenário da Câmara, mesmo depois de terem sido suspensos de suas funções partidárias por 60 dias por descumprirem o fechamento de questão do PMDB sobre a denúncia.
Oficialmente, o partido não deve fechar questão para o segundo processo, no qual também estão denunciados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), ambos do PMDB. A cúpula da legenda entende que não há necessidade de impor uma posição partidária desta vez.
A reportagem do UOL apurou que Celso Pansera (RJ), Jarbas Vasconcelos(PE), Laura Carneiro (RJ), Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Vitor Valim (CE) votarão “não” ao parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara), na última quarta (18).
Se o relatório do tucano for aprovado, a denúncia será barrada e não seguirá para o STF (Supremo Tribunal Federal), como aconteceu com a primeira, por 263 votos a 227 –com 19 ausências e duas abstenções.
O outro punido em agosto, Sergio Zveiter (RJ), deixou o PMDB um dia depois da suspensão e posteriormente se filiou ao Podemos. Ele foi o relator de parecer contrário a Temer na CCJ, que foi derrotado ainda na comissão.
Zveiter reclamou que a direção do partido praticou “grave discriminação pessoal e política” contra ele ao tentar “interferir e obstruir” sua livre manifestação como deputado federal.
Dentre os 62 deputados que integravam o PMDB na primeira denúncia, barrada no dia 2 de agosto, 52 votaram em acordo com a orientação partidária, três faltaram à sessão e um se absteve de votar –o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (MG).
Essas manifestações beneficiaram Temer, já que a denúncia precisava de 342 votos para prosperar.
