Desde o ano passado, Doria espalhava no PSDB que haveria uma “bomba” sobre o cunhado de Alckmin
Três empresas da família de Geraldo Alckmin têm ou tiveram como sede um edifício comercial de propriedade de seu cunhado Adhemar Ribeiro, acusado por dois delatores da Odebrecht de ter recebido R$ 2 milhões no caixa dois para a candidatura do tucano em 2010.
Segundo a Folha, em ao menos duas eleições, para a prefeitura de São Paulo, em 2008, e para o governo paulista, em 2010, as campanhas de Alckmin tiveram uma base no imóvel.
Desde o final de 2006, Alckmin mantém vínculo com o escritório de Ribeiro na avenida Nove de Julho.
O irmão da primeira-dama Lu Alckmin é uma figura manjadíssima.
Em agosto, o Valor deu uma matéria sobre como João Doria estava traindo Alckmin às claras, espalhando entre pessoas do partido o caso de Adhemar:
Não há um tucano paulista, dos bem autênticos, que não tenha uma história para contar sobre o bombardeio do prefeito contra quem imagina ser o seu adversário interno. Os interlocutores estão saindo horrorizados com a má propaganda e a baixa perspectiva que se cria para Alckmin: Doria não perde oportunidade de dizer que vem aí uma bomba, uma delação irrespondível, que esse “negócio de cunhado” é difícil… Enquanto espalha perfídias, que podem se confirmar ou não, Doria se solta pelo Brasil, não fica em São Paulo, vai abrindo picadas para sua candidatura presidencial. Dois coelhos: explode Alckmin, pavimenta a sua estrada.
Se, por ventura, Alckmin sobreviver e a bomba com que o ameaça Doria for de São João, o governador consolidará sua candidatura, vez que está posto que o candidato do PSDB é Geraldo Alckmin, sem discussão. Alckmin também não está parado, propõe prévia este ano porque o favorece e derruba Doria, provocando-o a também se inscrever. Mas se não conseguir a legenda, pergunta-se: Doria fica no PSDB?

