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Desembargador é punido por liberar líder do PCC condenado a 126 anos; entenda

O desembargador Divoncir Schreiner Maran e Gerson Palermo. Foto: Reprodução

Gerson Palermo, condenado a quase 126 anos de prisão por tráfico de drogas, sequestro de aeronave e associação criminosa, foi liberado do presídio federal de segurança máxima de Campo Grande em 2020, após uma decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran. A soltura, autorizada sob a justificativa de problemas de saúde, foi posteriormente anulada por instâncias superiores, já que não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada.

Após a liberação, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, sendo atualmente um dos procurados pela polícia. Ele havia sido condenado em 2017, na Operação All In, por tráfico de drogas, com a apreensão de 810 quilos de cocaína. Além disso, foi responsável pelo sequestro de um Boeing 727 em 2000, que resultou no roubo de R$ 5,5 milhões.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça (10), aplicar aposentadoria compulsória ao desembargador Maran. A decisão foi tomada após um processo administrativo disciplinar que apontou falhas na concessão de prisão domiciliar a Palermo. O CNJ afirmou que a liberação do criminoso ocorreu sem a devida comprovação médica e violou normas de atuação judicial.

O CNJ também mencionou investigações da Polícia Federal que identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de Maran. A punição foi fundamentada em violações aos princípios de imparcialidade, prudência e decoro exigidos pela magistratura.