“Desesperada”: Argentina que imitou macaco em gesto racista segue impedida de deixar o Brasil

A argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial no Rio de Janeiro, continua impedida de retornar ao seu país. Ela foi acusada de fazer gestos racistas a funcionários de um bar em Ipanema e, embora a promotoria tenha concordado com o retorno de Páez à Argentina, um juiz determinou que ela permanecesse no Rio de Janeiro sob monitoramento por mais 10 a 15 dias. A jovem se mostrou desesperada, alegando grande angústia devido ao prolongamento de sua estadia, já que está no Brasil há dois meses.
A defesa de Agostina entrou com um habeas corpus para liberar sua saída do Brasil, mas a decisão final ainda está pendente. A advogada da jovem criticou o “intenso escrutínio” a que ela foi submetida pela mídia, argumentando que a substituição de sua pena por serviços comunitários e indenização não deve ser vista como impunidade. A juíza, por sua vez, ainda precisa analisar os argumentos finais e decidir sobre a sentença.
Apesar da prorrogação do processo, o acordo que estabelece pena mínima e serviços comunitários permanece válido, e a defesa espera que o tribunal aplique a lei sem ceder à indignação pública. O caso segue sendo monitorado, com a jovem aguardando uma decisão judicial mais favorável.
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