Destino de investigação sobre Paulo Preto está na mão de… Gilmar Mendes. Sim, você leu direito
Segundo o Valor, a defesa de Paulo Vieira de Souza, o ‘Paulo Preto’, operador do PSDB em São Paulo, aposta as fichas numa decisão favorável de um ministro do STF para deslocar a investigação sobre peculato realizada pelo MPF para aquela Corte.
Ela tramita na 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Você ganha um pirulito se acertar quem é o juiz. Sim, Gilmar Mendes. É dar pro GM e partir pro abraço.
O inquérito apura se houve apropriação indevida de dinheiro público no valor atualizado de R$ 10,4 milhões, envolvendo reassentamentos no eixo de obras viárias de São Paulo — que o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa) teria praticado de 2009 a 2012, de acordo com a investigação.
A Dersa é uma empresa de economia mista controlada pelo governo paulista na qual Paulo Preto ocupou cargos de diretor de Relações Institucionais e de Engenharia de 2005 a 2010 — período em que São Paulo foi governado por Geraldo Alckmin e pelo atual senador José Serra (PSDB-SP).
A defesa de Paulo Preto no Supremo é liderada pelo ex-subprocurador-geral da República José Roberto Figueiredo Santoro, que também representa o chanceler Aloysio Nunes (PSDB) nos inquéritos da Lava-Jato desdobrados das delações de empreiteiros e executivos da Odebrecht e que estão sob a tutela da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido para que a investigação suba ao STF por alegada conexão de fatos está no gabinete de Gilmar desde ontem aguardando decisão do ministro.
O advogado de Paulo Preto argumenta que a investigação que tramita em São Paulo tem relação com o assunto apurado nos inquéritos decorrentes das delações da Odebrecht em que Serra e Aloysio figuram como investigados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Apura-se suposto recebimento de vantagem indevida pelo ministro de Relações Exteriores e pelo parlamentar envolvendo contrato celebrado pelo governo de São Paulo com consórcios das construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS, para construção do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas em São Paulo. E ainda se houve recebimento de valores destinados às suas campanhas que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral. Serra e Aloysio têm privilégio de foro e o relator das investigações é o ministro Gilmar Mendes. Ambos têm negado veementemente qualquer envolvimento em ilícitos.
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