“Devemos aos torturados e aos perseguidos”, afirma Dilma
No dia em que são lembrados os 50 anos do , a presidente Dilma Rousseff afirmou que, com a luta contra a ditadura, os brasileiros aprenderam a valorizar a liberdade. Ela lembrou os “sacrifícios humanos irreparáveis” ocorridos no período e pediu que as atrocidades cometidas no regime militar não sejam esquecidas.
“O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos aos que morreram e desaparecerem, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias. Devemos a todos os brasileiros”, disse Dilma, que participou da luta armada nos anos 1960, sendo presa e torturada.
A presidente abordou o tema durante um ato no Palácio do Planalto para assinar o contrato de execução das obras da segunda ponte do Rio Guaíba, em Porto Alegre. No discurso, ela disse que a restauração da democracia foi um processo construído pelos governos eleitos após a ditadura, e resultado da luta dos que morreram enquanto enfrentavam a “truculência ilegal” do Estado.
“Cinquenta anos atrás, na noite de hoje, o Brasil deixou de ser país de instituições ativas, independentes e democráticas. Por 21 anos, mais de duas décadas, nossas instituições, nossa liberdade, nossos sonhos, foram calados”, afirmou. “Mas o esforço de cada um de nós, de todas as lideranças do passado, daqueles que viveram e daqueles que morreram, fizeram com que nós ultrapassássemos essa época.”
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