Apoie o DCM

Diarista fez pedido estranho antes de casal ser morto em apartamento de BH

Prédio residencial em Belo Horizonte
A diarista Paola Stefany Neto Cirino. Foto: Reprodução

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, teria ligado para um parente das vítimas no dia do crime, por volta das 13h35. O casal morreu a facadas no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

O advogado Vinícius Mitre, primo de Maria Clotilde e responsável por indicar a diarista ao casal, relatou que recebeu a chamada pelo telefone da empresária. Segundo ele, Paola disse: “A Titi está passando mal. Ela está vendendo os móveis dela, algumas coisas, porque ela está se mudando para um apartamento menor, então eu estou ajudando ela a encaixotar, mas ela está deitada lá na cama. Eu estou vendo que ela está passando mal, já fui lá tirar a pressão dela, mas está tudo bem”. A suspeita também afirmou que Cláudio dormia e pediu que Vinícius não ligasse para ele nem o acordasse.

Vinícius contou que estranhou a informação de que Cláudio estivesse dormindo, porque haveria jogo da Seleção Brasileira, mas disse que não imaginou que algo errado tivesse ocorrido. Ele orientou a diarista a procurar Felipe, filho do casal. Paola foi presa em flagrante em um hotel em Itabira, com o filho de seis anos. No primeiro contato com a polícia, confessou o crime, afirmou que agiu sozinha e disse que dopou o casal com remédios que ela mesma tomava; no depoimento oficial, permaneceu em silêncio. A Polícia Civil ainda investiga se houve participação de outras pessoas e tenta localizar o motorista do carro de luxo que levou a suspeita.