Diarista indiciada por morte de casal em BH dopou outras vítimas, diz polícia

A Polícia Civil identificou novas vítimas de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, diarista indiciada por roubo e pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. O casal morreu no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira, em 29 de junho. Paola está presa desde 2 de julho.
Uma das vítimas é a nutricionista Rafaella Parreiras, de 28 anos, moradora do Buritis, na Região Oeste de BH. Ela relatou que contratou Paola após ver boas referências em um grupo de moradores e que, a pedido da diarista, saiu com o marido para comprar produtos de limpeza. No supermercado, sentiu uma sonolência forte e dormiu por cerca de uma hora dentro do carro. “Meu marido viu que eu não me senti bem e por isso ficamos no estacionamento. Tive uma sonolência tão forte que cheguei a dormir por uma hora dentro do carro e só depois voltamos para casa”, contou.
Rafaella afirmou que, durante a ausência do casal, Paola furtou roupas, joias e presentes de casamento, e que depois não conseguiu mais contato com ela. A polícia contabilizou outras três vítimas envolvendo dopagem, entre elas uma idosa de 85 anos de Contagem, na Grande BH, roubada durante uma faxina em 2024. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (14), o delegado Gustavo Barletta disse que Paola negou premeditação e alegou ter tido um “surto”, versão que a investigação confronta com o histórico de vítimas dopadas. A polícia apreendeu R$ 18,8 mil em dinheiro e 165 comprimidos de sedativo com a diarista; quatro homens também acabaram indiciados por receptação qualificada.
