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Diarista suspeita de matar idosos em BH é investigada por dopar cliente

A diarista Paola Stefany Neto Cirino. Reprodução

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar a facadas Cláudio Atala Inácio, 75, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, em Belo Horizonte, é investigada por outro caso em que teria usado um calmante para dopar uma pessoa durante uma faxina e roubar joias. O delegado Gustavo Barletta afirmou que a vítima, cuja identidade não foi divulgada, havia contratado a investigada para um serviço de limpeza no ano passado.

A Polícia Civil também apura se Paola dopou o primo do casal, responsável por indicá-la para trabalhar na casa das vítimas. Em depoimento, ele disse que conhecia a diarista havia algum tempo, confiava nela e passou mal em um bar onde assistia ao jogo do Brasil contra o Marrocos no mês passado, quando ela estava com ele. “Está muito triste, se sente culpado por conta dessa situação”, disse Barletta.

Paola passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (03) e teve a prisão convertida em preventiva pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia de Belo Horizonte. À polícia, a investigada afirmou ter sofrido um “surto psicótico” e disse ter ouvido vozes que “determinaram que ela cometesse o assassinato do casal”. A defesa declarou que ela tem “histórico pessoal conturbado” e “diagnóstico sensível” e que aguarda documentos para avaliar um possível pedido de insanidade mental.

A juíza citou a ausência de documentos ou relatórios médicos que comprovem patologia psiquiátrica ou incapacidade de compreender o caráter ilícito da conduta. Segundo a perícia, Cláudio recebeu 17 facadas e Maria Clotilde, sete. Os peritos não encontraram sinais de arrombamento no apartamento, mas identificaram uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias; familiares também relataram o desaparecimento de celulares e uma bolsa de grife.