Digissexualidade: por que algumas pessoas não veem o prazer virtual como traição

A influenciadora paulista Laís Dias, de 28 anos, afirma que interações de teor sexual em redes sociais e plataformas de conteúdo adulto não precisam ser interpretadas como traição. Ela se identifica como digissexual e considera que o prazer despertado pela tecnologia pertence ao campo da fantasia, sem equivaler a um envolvimento presencial.
“Eu me considero digissexual porque acredito que a tela também pode despertar desejo. Ser amante virtual de alguém, por exemplo, é muito diferente de manter contato físico”, afirmou. Para Laís, consumir conteúdo adulto ou trocar interações virtuais pode permanecer restrito ao ambiente digital, sem encontros ou consequências fora dele.
A influenciadora contou, porém, que um relacionamento terminou depois que seu então parceiro encontrou mensagens picantes em seu celular. “Para aquela pessoa, as mensagens eram uma traição. Para mim, não tinham o mesmo peso de um envolvimento físico porque tudo permanecia na tela”, relatou. Ela também chama seus assinantes de “investidores” e diz que a fantasia se encerra quando o vídeo termina.
