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Dilma dá entrevista à Folha e jornal distorce resposta no título: “prefiro Alckmin”

Um ano depois de ser afastada definitivamente da Presidência, Dilma Rousseff afirmou à Folha que o impeachment foi aprovado com base em argumentos “ridículos”.

Ela continua a chamar o processo de “golpe”, mas reconheceu que seu governo “perdeu a batalha do convencimento” quando buscava saídas para a crise econômica.

Ao analisar a disputa de 2018, Dilma, 69, disse que prefere ver o PT enfrentar o tucano Geraldo Alckmin a Jair Bolsonaro ou João Doria, a quem chama de “inconsistente”.

Bem-humorada, a ex-presidente disse que quer assistir ao filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, baseado na Lava Jato. “Acho que uma boa comédia é imperdível. Especialmente quando não queria ser comédia”, provocou.

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Qual é o plano B caso Lula seja impedido de concorrer? O PT lançará Fernando Haddad?

Isso ainda não foi discutido. Quem vai ser é uma obra aberta. Do nosso ponto de vista, essa discussão é um absurdo. Por que nós iríamos nos antecipar? Não somos nós os algozes da democracia.

Quem o PT vai enfrentar?

Um produto da deterioração do golpe foi a dissolução do PSDB como proposta de centro-direita do país. Agora emergem dois nomes. Um político de extrema-direita, que é o Bolsonaro, e um político que não tem nenhum compromisso com o país, o Doria.

E Geraldo Alckmin?

Eu preferia o Alckmin ao Doria e ao Bolsonaro. Acho que o país preferia um candidato do perfil do Alckmin.

Por quê?

Ao Bolsonaro, não tenho dúvida. Em relação ao Doria, que as pessoas façam seu raciocínio e pensem bem. Não vejo consistência na candidatura dele. O Alckmin, de uma forma ou outra, é PSDB. Acho que eles ainda têm um pequeno compromisso com o país.

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