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Dilma e Merkel querem avanços nas negociações entre Mercosul e UE

Os governos do Brasil e da Alemanha farão todo o possível para que as negociações do tão aguardado acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) avancem neste ano. Foi o que garantiram a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, durante encontro na noite deste domingo (15/06), em Brasília.

Após anos de estagnação, um possível acordo comercial entre os blocos europeu e sul-americano voltou a ser discutido nos últimos meses. Num rápido pronunciamento à imprensa no Palácio da Alvorada, as duas líderes reforçaram o interesse em consolidar a parceria comercial entre os dois blocos – dos quais Brasil e Alemanha são as maiores economias – e também em ampliar os já bem estabelecidos laços econômicos entre os dois países.

A Alemanha é o quarto parceiro econômico mais importante do Brasil, atrás apenas de China, EUA e Argentina. Para os alemães, o Brasil é o parceiro de maior relevância na América Latina – Merkel ressaltou que há 1,3 mil empresas alemãs atuando no gigante sul-americano.

No ano passado, o comércio bilateral entre os dois países movimentou 22 bilhões de dólares.
“Todavia, há espaço para aumentar nossos fluxos comerciais e também nossos fluxos de investimento”, assegurou Dilma. Ao lado de Merkel, a presidente brasileira ressaltou que pretende aumentar as exportações de bens de maior valor agregado para a Alemanha e destacou as oportunidades que o Brasil oferece nas áreas de infraestrutura e de energia. “Há um enorme potencial em energias renováveis”, concordou a chanceler federal alemã, que havia estado no Brasil pela última vez em 2008.

Após o encontro, seguido de um jantar na residência oficial, Dilma e Merkel ainda elogiaram a aprovação na Assembleia Geral da ONU, no ano passado, da resolução que prevê restrições na coleta de dados sigilosos na internet, proposta por Brasil e Alemanha. O documento, de caráter apenas simbólico, apela para que os países reavaliem práticas de vigilância e se comprometam a adotar medidas contra violações do direito internacional.

A iniciativa surgiu na sequência de um escândalo de espionagem envolvendo a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA). Segundo informações vazadas pelo ex-colaborador da NSA Edward Snowden, a presidente brasileira e a chanceler federal alemã teriam tido e-mails e telefones celulares espionados pelo serviço secreto.

Fã de futebol e vibrante torcedora da seleção alemã, Merkel seguiu na noite de domingo para Salvador, onde assistirá à estreia da Alemanha na Copa do Mundo nesta segunda-feira, quando o time comandado pelo técnico Joachim Löw enfrenta Portugal.

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