Apoie o DCM

Dilma nega mais um ministério e PMDB ameaça sair do governo

Dilma iniciou na segunda-feira (as negociações para a reforma no primeiro escalão do governo com uma sinalização negativa ao PMDB: será difícil ampliar o espaço do partido na Esplanada.

Em conversa de mais de duas horas com vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), ela confidenciou que precisa contemplar com cargos outros partidos da coalizão que estariam hoje subrepresentados no Executivo, caso do PTB e do recém-criado Pros.

Ela quer aproveitar a saída de vários ministros que irão concorrer nas próximas eleições para contemplar os partidos da base. Por exemplo, na Saúde o ministro Alexandre Padilha irá deixar o posto para concorrer ao governo de São Paulo. Na Casa Civil, Gleisi Hoffman também sairá para disputar a eleição no Paraná.

Conquistar uma sexta vaga, em particular a da Integração, era o objetivo declarado do PMDB. No PMDB, legenda conhecida pelo apetite por cargos, o aceno pessimista da presidente não deve ficar sem resposta.

Ao saber do resultado da conversa preliminar, o líder da bancada peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), propôs a convocação de uma reunião da cúpula do partido para a noite de quarta-feira com o objetivo de discutir como se posicionar.

Alguns peemedebistas deixaram escapar – no que é tido como um blefe pelo Planalto – que o partido pode abandonar a aliança com Dilma.

Saiba Mais: Folha