Dilma determina ajuda a ativista do Greenpeace presa na Rússia
A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (10), por meio do microblog Twitter, que determinou ao ministro Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) que dê “toda assistência” à gaúcha Ana Paula Maciel, militante da organização ambientalista Greenpeace e detida na Rússia durante um protesto em 18 de setembro.
A presidente disse que pediu a Figueiredo um “contato de alto nível” com o governo russo a fim de que seja encontrada uma “solução” para o caso da brasileira.
Ana Paula foi presa com outros 27 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas independentes. Eles foram acusados formalmente de pirataria depois de tentarem realizar uma ação de protesto numa plataforma de petróleo na região do Ártico, a partir de um barco do Greenpeace. A pena para este tipo de crime pode chegar a 15 anos de prisão.
A mãe de Ana Paula, a transportadora escolar Rosângela Maciel, disse nesta quinta (10) que recebeu cartas da filha. Ela disse que Ana Paula teve a “sorte” de ficar em uma casa de detenção onde é “bem tratada”, ao contrário de outros detidos.
As cartas foram escaneadas e encaminhadas pelo Itamaraty por e-mail à administradora Telma Maciel, irmã de Ana, nesta segunda-feira (7). “Na maneira do possível ela está bem. Não está sendo maltratada. Disse que sai para caminhar uma hora por dia, e que o Greenpeace está dando toda a assessoria da parte higiênica e coisas para eles comerem fora do horário. O Greenpeace está fazendo tudo que você possa imaginar. Ela está tentando, na maneira do possível, passar o tempo lendo e escutando música”, disse Rosângela.
Rosângela também desabafou sobre a notícia divulgada pela polícia russa, de que foram encontradas drogas dentro do Arctic Sunrise. Segundo ela, não eram narcóticos, mas medicamentos usados em caso de eventualidades quando a tripulação ficava em alto mar. Os remédios ficavam guardados em um armário e apenas o médico tinha acesso.
“Este armário foi arrombado e eu fico imaginando o que eles fizeram nesse navio. Se a polícia chega em uma casa e não tem ninguém, e eles têm a liberação do juiz, vão arrombar a porta. Mas eles estavam no navio, porque não foram ver quem tinha a chave? Estão querendo torcer a situação porque fizeram uma bobagem”, afirmou.
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