Dinheiro na cueca vira tema da disputa pelo Senado em Roraima; entenda

O dinheiro escondido na cueca virou tema da disputa pelo Senado em Roraima. Chico Rodrigues (PSB), que tenta a reeleição, ganhou repercussão nacional em outubro de 2020, quando a Polícia Federal encontrou R$ 15 mil entre suas nádegas durante uma operação sobre suspeitas de desvios de recursos destinados ao combate à Covid-19.
A investigação contra o senador, então vice-líder do governo Jair Bolsonaro, acabou arquivada em fevereiro pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República. A PGR concluiu que não reuniu provas suficientes de origem ilícita do dinheiro, e a Justiça Federal determinou em agosto a devolução dos valores apreendidos.
Do outro lado da disputa, Helena da Asatur (PSD) enfrenta questionamentos sobre o marido e financiador de sua campanha, o empresário Renildo Evangelista Lima. A PF o prendeu em setembro de 2024 em uma operação sobre suspeitas de crimes eleitorais que apreendeu R$ 500 mil em espécie com o grupo; imagens mostram notas na cueca e em outras partes do corpo. Solto no dia seguinte pela Justiça Eleitoral, ele doou R$ 36 mil à campanha da mulher. Quatro meses depois, a Voare Táxi Aéreo, empresa de Renildo e da qual Helena declarou possuir 10%, firmou contrato de R$ 15,8 milhões para transporte aéreo do SUS na Terra Yanomami.
