Diplomata é acusado de chamar servidoras de “bruxas” e “fujona”

Funcionários do Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong acusaram o diplomata Hervelter de Mattos de usar apelidos ofensivos e adotar uma postura intimidatória no ambiente de trabalho. Em duas cartas coletivas enviadas ao Itamaraty, eles afirmaram que o conselheiro chamava colegas de “Bruxa 1”, “Bruxa 2”, “Bruxa 3” e “Fujona”, além de se referir a uma funcionária como “a empregada do cachorro”.
Os documentos também atribuem a Hervelter frases depreciativas contra servidores e ameaças de comunicar supostas desobediências diretamente ao embaixador Wladimir Valler Filho. Segundo os relatos, ele ainda orientava subordinados a ignorar ou apagar mensagens enviadas ao consulado, enquanto 129 e-mails permaneciam sem resposta na caixa do setor cultural.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou o recebimento das cartas e informou que as denúncias deram origem a uma investigação na Corregedoria do Serviço Exterior. Segundo a pasta, o procedimento resultou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta pelos denunciados. O Sinditamaraty afirmou que continuará acompanhando as condições de trabalho no consulado.
