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Diretoras recusam trabalhar em série de Harry Potter por falas transfóbicas de J.K. Rowling

Ally Pankiw
J.K. Rowling. Foto: Reprodução

As diretoras Ally Pankiw, de Black Mirror e The Great, e Kate Herron, de Loki e Sex Education, afirmaram que recusariam trabalhar na nova série de Harry Potter. Elas citaram as posições da autora J.K. Rowling sobre pessoas trans como motivo para a decisão.

Pankiw publicou no Instagram uma conversa de abril em que recebeu a pergunta sobre aceitar um trabalho na produção. “Nem ferrando”, respondeu a diretora, antes de escrever: “É simples assim dizer não para financiar transfobia”. A revista Variety informou que a mensagem partiu de um agente. Herron apoiou a colega e afirmou que recebeu duas consultas semelhantes: “Minha resposta nunca vai mudar de um não”.

As críticas a Rowling cresceram em 2020, após a escritora publicar um ensaio no qual questionava conceitos ligados à identidade de gênero. A autora também financia iniciativas jurídicas e políticas no Reino Unido contra a autoidentificação de gênero. Em 2025, ela chamou Emma Watson, intérprete de Hermione nos filmes da franquia, de “ignorante” ao tratar do tema.