Discord se pronuncia sobre morte de adolescente em grupo privado

O Discord afirmou que identificou e desativou, antes da morte de uma adolescente de 13 anos em 22 de junho, um servidor privado cujos integrantes teriam incentivado a automutilação da jovem. A empresa declarou que o grupo exigia convite para acesso e não podia ser localizado por outros usuários da plataforma.
A adolescente morreu em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, em um caso investigado pela Polícia Civil. A investigação apura se ela foi induzida ao suicídio durante uma transmissão no Discord. Cinco adolescentes, entre 13 e 17 anos, foram apreendidos e um homem de 18 anos foi preso em operação contra suspeitos de envolvimento no caso.
O posicionamento da empresa ocorre após a primeira-dama, Janja da Silva, pedir o bloqueio do aplicativo no Brasil. A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) abriu fiscalização para apurar possíveis violações ao ECA Digital, incluindo falhas na verificação de idade e na remoção de conteúdos ligados à automutilação e ao suicídio.
A AGU (Advocacia-Geral da União) também cobrou um plano de adequação e avalia negociar um Termo de Ajustamento de Conduta com a plataforma.
