“Meus professores chamavam de defeito”: mulher transforma dislexia em sucesso

A cabelereira Sam Bell, de 47 anos, deixou a escola sem perspectivas de trabalho e só descobriu mais tarde que tinha dislexia. Hoje, ela comanda um salão de beleza em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, e atua como estilista em produções de cinema, televisão e desfiles de moda. Todos os anos, também contrata aprendizes para abrir espaço a jovens que enfrentam dificuldades semelhantes. Com informações do BBC.
Na escola, Bell era considerada “muito barulhenta, travessa demais, muito intensa”, mas tinha medo de ler em voz alta diante dos colegas. “Eu sabia que não iria conseguir ler tão bem quanto os demais e que as outras crianças iriam zombar de mim”, relembrou. Aos 17 anos, entrou como aprendiz em um salão e encontrou na convivência com clientes uma habilidade que não havia sido valorizada no ambiente escolar.
Bell trabalhou mais de uma década no primeiro salão antes de abrir o próprio negócio, em 2009. Para ela, a condição passou a ter outro significado: “Acredito que ser disléxica é o meu superpoder.” A Associação Britânica de Dislexia define a dislexia como uma diferença neurológica permanente que afeta o processamento de informações, embora pessoas com a condição possam desenvolver resiliência e capacidade de resolver problemas.
